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A luta dos povos indígenas é assunto para assistente social


Data de publicação: 7 de fevereiro de 2026
Fotos: Lorena Lima/estagiária sob supervisão
Créditos: Diogo Adjuto

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Em agosto de 2025, o CFESS, em parceria com o CRESS-RR, realizou a Oficina Nacional sobre o Serviço Social e o Trabalho com Povos Indígenas na capital de Roraima, Boa Vista. E, a partir dos debates e ensinamentos da sabedoria indígena, reunidos em um documento com a síntese do evento, o CFESS divulga agora o Relatório Final da atividade, para celebrar e marcar este Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas - 7 de fevereiro. 
 
Acesse aqui o documento 
 
Os povos indígenas do Brasil lutam desde sempre pela permanência em seus territórios e pelo direito de existir, com a demarcação de suas terras pelo Estado. Nessa história, assistentes sociais indígenas e não indígenas fazem parte dessa população e atuam pelo acesso e garantia de direitos a esses povos.  
 
Foi nesse contexto que a oficina realizada pelo CFESS e pelo CRESS-RR contou com a participação de indígenas assistentes sociais e representantes dos CRESS de todo o país, bem como integrantes da Articulação Brasileira Serviço Social e Povos Indígenas e representações do Grupo de Pesquisa Wayrakuna e da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME). 
 
A realização da oficina foi planejada pela Comissão de Ética e Direitos Humanos do CFESS com apoio do Comitê Antirracista e da Comissão de Orientação e Fiscalização. A atividade ocorreu em Roraima pela realidade enfrentada no estado, particularmente os conflitos territoriais na região e a hegemonia conservadora negacionista. Dentre as participações registradas, o evento contou com representação dos povos Guajajara, Pankararú, Kaingang, Laklañõ Xokleng, Potiguara, Guarani, Miraña, Macuxi e Wapichana.  

Os debates e atividades da oficina permitiram ao CFESS e ao CRESS-RR, conforme trecho do Relatório, “evidenciar a amplitude das inserções profissionais e a presença crescente de assistentes sociais indígenas e não indígenas em espaços de controle social, gestão e defesa de direitos, contribuindo para o fortalecimento da pauta dos povos indígenas no Serviço Social”. 
 
O conselheiro do CFESS Tales Fornazier considera necessária a realização da oficina, que destacou desafios para a categoria. A oficina, segundo ele, marca uma travessia histórica para a profissão em relação ao trabalho de assistentes sociais com povos indígenas, evidenciando uma luta que não começa agora na categoria, mas que, neste momento histórico, ganha uma força necessária, com importante protagonismo de indígenas assistentes sociais, em especial.  
 
“Essa atividade foi realizada a partir de deliberação construída em espaço radicalmente democrático do Conjunto CFESS-CRESS, em que a categoria deliberou pela necessidade de nos debruçarmos sobre esse debate, considerando as significativas lacunas que ainda precisam ser superadas, no campo da formação e do trabalho profissional, que são fruto do próprio racismo estrutural na sociedade brasileira”, explica Tales.  

Assim, segundo o conselheiro do CFESS, essa oficina, ao mesmo tempo em que reafirma o compromisso da profissão com a luta dos povos indígenas, também mostra que há muito o que aprender com esses povos, “os verdadeiros donos dessa terra, o que evidencia a urgência de, cada vez mais, aldearmos, de fato, o Serviço Social brasileiro, unificando as lutas contra as diversas formas de racismos, na direção de um projeto de sociedade radicalmente livre e humanamente emancipado”, completa Fornazier.  

Saiba mais sobre a data 
 
O dia 7 de fevereiro foi instituído como o Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas, como homenagem e reconhecimento do papel histórico da liderança indígena Sepé Tiaraju, que viveu no Sul do Brasil, onde lutou contra a colonização portuguesa em defesa do seu povo Guarani, para que não fosse expulso do seu próprio território. Ele foi assassinado no dia 7 de fevereiro de 1756. A data simboliza a resistência permanente contra a negação de direitos, perseguição e pela demarcação de terras tradicionais.  


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