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Emergências e calamidade pública são assuntos para assistente social


Data de publicação: 8 de maio de 2026
Fotos: Rafael Werkema
Créditos: Diogo Adjuto

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As fortes chuvas no Nordeste, iniciadas nos últimos dias, já provocaram oito mortes: seis em Pernambuco e duas na Paraíba, conforme noticiado por veículos de imprensa. Dados da Defesa Civil apontam mais de 16 mil pessoas afetadas na Paraíba e, em Pernambuco, mais de cinco mil. Nessas situações, o trabalho de assistentes sociais é fundamental para o acesso a políticas públicas e direitos sociais da população afetada. Para subsidiar a categoria, o CFESS lança hoje a nota técnica “O Exercício Profissional de Assistentes Sociais em Situações de Emergência e Calamidade Pública”. 

Acesse aqui o documento 
 
A autoria da nota é da assistente social e doutora em Sociologia Dora Vargas, e da conselheira do CFESS e professora da Universidade Federal Fluminense, Adriana Dutra. 
 
De acordo com a conselheira do CFESS, a construção da nota responde a uma demanda concreta e crescente da categoria profissional. Ela reforça que, em um contexto marcado pelo aumento da frequência e da gravidade dos desastres, assistentes sociais têm sido cada vez mais convocadas(os) a intervir em diferentes políticas públicas e espaços de atuação profissional. 

“Diante de uma realidade tão complexa e desafiadora, reafirma-se o papel do CFESS na orientação da categoria, contribuindo para o fortalecimento de uma intervenção crítica, ética e comprometida com os direitos da população afetada. Esperamos que o documento possa oferecer subsídios importantes para a reflexão crítica sobre os desastres e sua gestão, colaborando para qualificar o exercício profissional e fortalecer o posicionamento do Serviço Social diante do racismo ambiental e outras expressões das desigualdades sociais que atravessam esses processos”, destaca Adriana Dutra. 
 
Debate é central para a categoria 

A nota técnica propõe uma ruptura com a leitura hegemônica dos desastres como eventos “naturais” e pontuais, situando-os como processos sociais produzidos no interior do capitalismo. O texto faz ainda uma crítica contundente à centralidade dada às respostas emergenciais e à lógica imediatista, apontando que isso contribui para a reprodução das desigualdades e para o apagamento das determinações estruturais. 
 
Há também um tensionamento importante na nota entre o projeto ético-político do Serviço Social e as requisições institucionais em contextos de emergência, muitas vezes marcadas por práticas assistencialistas, voluntaristas ou tecnicistas. 
 
“Os princípios e valores do Serviço Social são centrais para repensar a gestão de desastres como uma responsabilidade pública, orientada pela garantia de direitos — e não apenas por respostas emergenciais. Isso implica fortalecer ações preventivas, que são decisivas para reduzir impactos e ampliar a proteção e a segurança da população”, explica Dora Vargas. 

Segundo ela, isso só é possível com uma gestão realmente intersetorial, que dialogue com diferentes áreas do conhecimento e incorpore, de forma horizontal, os saberes que vêm da própria realidade social. 

“É importante romper com a ideia de que o trabalho de assistentes sociais se limita à emergência ou à assistência. Nossa categoria integra uma rede mais ampla de resposta ao sofrimento social e têm um papel crítico e propositivo em todas as etapas do processo — do planejamento à prevenção —, contribuindo para respostas mais articuladas e efetivas”, acrescenta Dora Vargas.  
 
Clique aqui para acessar a nota na íntegra  
 


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