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1° de Maio, Dia Internacional de Luta de Trabalhadores e Trabalhadoras: unidade na diversidade!


Data de publicação: 1 de maio de 2026
Fotos: Rafael Werkema/CFESS
Créditos: Gestão Que nossas Vozes Ecoem Vida-Liberdade

arte1maiocfess2026-01.png Cartaz do 1º de maio mostra uam diversidade da classe trabalhadora em torno de chamos como fim da escala 6x1, piso salarial e 30h

Mais um 1º de Maio, mais um chamado à mobilização por um Brasil que queremos e merecemos.

Em 2026, a unidade nas lutas passa, com urgência, pelo fim da escala 6x1. Ela não esgota as múltiplas formas de exploração e opressão do capitalismo, mas expressa, de forma contundente, o consumo ainda mais ampliado da vida pela lógica do capital: exaustão, especialmente das mulheres, e negação do direito ao tempo. Por isso, torna-se hoje uma potente bandeira de unidade da classe trabalhadora. As ruas já dizem: a escala 6x1 precisa acabar!

Para o Serviço Social, essa é uma luta central. A defesa da qualidade das políticas sociais exige, ao mesmo tempo, condições reais de acesso a elas. Jornadas exaustivas impedem que muitas mulheres, principalmente negras, mesmo diante da oferta de serviços, consigam acessá-los, pois seu único dia de “folga” é consumido pelo trabalho doméstico, que movimenta a tão invisível economia do cuidado.

Onde fica o tempo para o cuidado em saúde? Para a convivência familiar e comunitária e para o lazer e o descanso? Essas contradições atravessam cotidianamente o trabalho de assistentes sociais e tornam imperativo ético ecoar nossas vozes pelo fim da escala 6x1.

A precarização do trabalho, a violação da jornada de 30 horas e a luta pelo piso salarial integram as agendas do Serviço Social, articuladas às pautas mais amplas da classe trabalhadora por vida e liberdade.

É importante mencionar que o cenário destrutivo que afeta a classe trabalhadora brasileira não está dissociado da dinâmica do capital que se coloca na trama da conjuntura internacional. O imperialismo norte-americano segue avançando de forma deletéria contra povos, culturas e nações, provocando genocídios, guerras, migrações e trabalhos forçados e a destruição de territórios.

Exatamente por isso, precisamos construir unidades estratégicas entre as lutas sociais emancipatórias, também no campo internacionalista, em especial no contexto do sul-global, com direção anticapitalista e anti-imperialista, tendo como horizonte um projeto coletivo de emancipação humana!

Neste 1º de Maio, ocupemos as ruas e todos os espaços de luta, ao lado dos movimentos sociais e sindicais, em defesa do direito à organização, à greve e a melhores condições de trabalho.

Nos marcos dos 90 anos do Serviço Social brasileiro, é urgente reafirmarmos o legado crítico construído pela profissão, sua articulação com as lutas sociais e registrar nossa posição na defesa intransigente da radicalidade democrática!

É na diversidade que construímos nossa unidade de classe, e é com ela que construiremos o nosso Brasil!

Conselho Federal de Serviço Social

Gestão Que nossas Vozes Ecoem Vida-Liberdade


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